sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DESABAFO !

Vou andando pela favela
E a arquitetura impressiona.
E é com a pobreza que eu vou de carona
Na comunidade, o social é uma zona

O que você recebe do político
Que nem tem senso critico.
Nós pagamos tanto imposto
E junto com o bonde de Santa Teresa
Recebemos só desgosto.

Nós queríamos boas escolas
E recebemos só esmolas;
Pedimos hospitais
E o que nos dão são só currais.

A liberdade lá em cima
Não tem limite,
E é com a minha rima
Que eu me mantenho longe do rebite .

Fui seduzido pela paixão combativa
Busquei alternativa
Não posso mais fugir
Lutar? Sempre!
Desistir? Nunca!
Esse é o meu lema

Profecias são profecias, parceiro.
Pergunta pro Barrichelo se os últimos são os primeiros.

Persistência sempre foi a minha marca,
O meu orgulho;
É muito bom ouvir barulho
Que ensine a caminhar

Lutar! Pra manter aquilo que foi conquistado
E sempre tentar mudar o Estado
Saindo de baixo
Sem esculacho.

Pare um pouco, reflita
Dê uma olhada
É mais uma corrupta absolvida
Semana passada.

O partido não é partido
Pois eles são bem unidos .
24 horas pensando
Como roubar,
Para o dinheiro dos oprimidos desfrutar.

E é junto com Afrika Bambataa,
A gente vai se expressando,
Com cada letra,
Com cada palavra.

O mês de junho foi marcado
Pelo protesto dos bombeiros, que foi rejeitado.
Eles só estavam atrás de seus direitos
Que foram negados pelo Cabral, animal !
Sim, esse maldito algoz,
Que só está lá por causa de nós

E eu espero ter tocado
O fundo do coração de cada um
O que nunca é muito comum.
Então mude, que quando a gente muda,
O mundo muda com a gente e vai
Sempre pra frente.
E nunca deixe de usar a sua mente


Vitor Ayres T. 1101

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