quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CADA UM POR SI

Hoje em dia, boa parte da sociedade tem caráter individualista, e isto inclui o povo brasileiro. As pessoas só se importam consigo mesmas e tentam sempre fazer as coisas do modo mais vantajoso para elas, sem se importar com o resto. E este costume está tão inserido na nossa sociedade que pouco nos manifestamos em relação a isso.
O individualismo já faz parte do caráter das pessoas. Não raramente vemos alguém no trânsito dirigindo pelo acostamento para evitar um trecho engarrafado. Mesmo sendo um exemplo pouco "relevante", continua sendo prova do quanto as pessoas tentam se dar bem às custas das outras, até nas situações mais comuns, em que a vantagem delas seria mínima.
Um dos casos mais corriqueiros, que além de se encaixar perfeitamente nesta lógica do individualismo é um assunto conhecido, é a corrupção. Os políticos cobram impostos e taxas altíssimas sobre a população, mas ao invés de investirem este dinheiro nas áreas básicas da sociedade, eles gastam com projetos de menor prioridade que rendem mais lucro em menos tempo. A fraude é descoberta, divulgada, mas poucos realmente se comprometem com esta situação, e eles não são devidamente punidos (quando são punidos).
A grande intimidade com o assunto faz com que as pessoas tratem isso como algo normal e não tentem mudar a situação, sendo que algumas até chegam a agir igual. Se para elas não houve mudança, não se importam. A preocupação com o outro é extremamente necessária para a manutenção de uma sociedade mais justa e igualitária, sendo um dos pilares fundamentais para um bom sistema.
A mentalidade capitalista do mundo moderno é baseada na idéia de lucrar sempre que for possível. Isto é facilmente identificado quando refletimos e relacionamos a grande riqueza de países como os EUA e as frequentes epidemias de fome na África, por exemplo. A ganância e a competição induzem à pensamentos como "antes eu do que ele" e cada vez mais criam abismos nas diferenças socioeconômicas da população.
E é justamente o descaso com o próximo que vêm se manifestando muito atualmente. Como alguns sábios já diziam: "O ser humano é um ser social, e quando deixamos de pensar no bem do outro, aí perdemos nossa humanidade."


Giovanni Machado de Luca - T.1103

3 comentários:

  1. Concordo integralmente com o que o giovanni disse. Cada tem uma forma de se beneficiar, não importam as maneiras e os modos, mas todos têm.Quando você afirmou ''Os políticos cobram impostos e taxas altíssimas sobre a população, mas ao invés de investirem este dinheiro nas áreas básicas da sociedade, eles gastam com projetos de menor prioridade que rendem mais lucro em menos tempo.''eu logo pensei no presidente Getúlio Vargas. Ele pode não ter sido o político mais justo, mas fez algo que poucos fizeram e fazem. Investiram em algo para o futuro, que no caso do Getúlio foi a Petrobras, que somente hoje está dando o lucro esperado. Bom texto e concordo com esses sábios, quando o ser humano para de pensar no bem do outro, perdemos a nossa razão e a nossa humanidade.

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  2. A impunidade já se tornou uma raiz fundamentadora de nossa sociedade, entranhada em nossas veias e no nosso dia-a-dia, simplesmente para facilitar ações corruptas e dar mais espaço ao famoso jeitinho brasileiro. Somos egoístas e apenas quando mudarmos nossa maneira de pensar, chegaremos a um consenso que busque o bem de todos. Enquanto isso, seremos obrigados a viver em uma desigualdade cada vez mais profunda.

    Bruna Lyrio
    Turma: 1103

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  3. Esse Brasil é realmente uma vergonha. De que adianta sermos uma das nações com um dos maiores valores de impostos se não há um retorno à população em forma de gastos sociais como educação e saúde? Nessas horas me lembro dos países escandinavos que, embora possuam enormes quantias de impostos, concedem a população boa qualidade de vida e tem um ótimo desempenho social. Na Finlândia, por exemplo, medicação é grátis, transporte público é gratuito e de qualidade e hospitais públicos são suficientes para todos.
    Uma receita grande para o estado brasileiro não é o suficiente se analisarmos os quadros de incompetência na gestão pública, os desvios de verbas estatais para fins privados e falta de interesse de políticos em fazer o Brasil crescer.

    Rafael Fetter t:1103

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