A noite já tinha acabado. Era dia, ele acorda ás sete. Tira o pijama, toma seu banho e põe seu uniforme de trabalho. Dá aquele básico nó na gravata, olha-se no espelho e vai para o trabalho. O mesmo trabalho, com o mesmo salário para um único fim: aposentadoria. Volta para casa em seu carro japonês de três anos de garantia. Nunca chega ao limite do cartão, é casado com a primeira namorada e nunca dorme depois das dez. Acordou. Tirou seu pijama, tomou banho e concluiu o resto da rotina. Porém ao se olhar no espelho saiu do mundo por um segundo e pensou no porquê daquela rotineira vida. Questionou-se sobre o porquê da prudência, do dever. Mudar o mundo? Claro, esta seria uma resposta.
Mas ele estava confuso, o normal já era certo. E o incerto daria trabalho. E pra que mudar o todo, se já estava feito? Ele achava que seria só mais um. Já que a prudência o levou a essa conclusão, voltou à realidade.
Terminou o nó na gravata e seguiu sua rotina. Nunca mais sentiria falta de um mundo novo, pois aquele já estava ali. Trabalho casa, casa trabalho. Trabalho, casa...
Era mais cômodo.
Igor von Adamovich T. 1102
O personagem primeiramente se questiona sobre sua vida e acaba chegando na dúvida que é mudar o mundo.Porém, acaba na mesma resposta que a maioria daria sobre tal questão: "já está assim, não há motivo para mudar".Como se do jeito que está, fosse mais fácil, mais cômodo.Bem interesssante o texto pois mostra um sentimento que praticamente todos nós, os seres humanos compartilhamos.
ResponderExcluirE fato que esse texto representa a inércia de todos nós. Exigimos mudanças mas não temos coragem de faze-la. Estamos apenas esperando e nunca 'acontecendo'. E assim continuaremos. Esperando, esperando e esperando sem nos mover. Apenas procuramos aprender o que é melhor para nós mesmos. O que é melhor para eles? Não nos importa. Sempre continuaremos assim. Deus queira que eu esteja errado.
ResponderExcluirBruno Barros, n°1 - 1102
Certa vez um amigo me disse que o ser humano tinha uma característica, que podia ser tanto uma qualidade quanto um defeito: a capacidade de se acostumar. É fato, que algumas vezes é preciso se adaptar as situações, pois a vida é feita de mudanças e é preciso se adequar a elas. Mas essa característica passa a ser ruim quando vira comodidade, quando o individuo deixa de fazer mudanças muitas vezes necessárias, somente por ser mais simples, por ser mais fácil deixar do jeito que está. E é por causa desse pensamento, pertencente à grande maioria da sociedade, que não há grandes mudanças e os problemas vão sendo empurrados para debaixo do tapete... E só vamos perceber as graves conseqüências dessa inércia, quando for tarde demais para mudá-las. Como o Bruno Barros disse: Deus queira que estejamos errados.
ResponderExcluirO ser humano é muitas vezes um ser preguiçoso e egoísta como é o caso de algumas pessoas que pensam que o mundo não precisa mudar porque na verdade do jeito que está para ela está bom, porém se essa pessoa tiver um pensamento além daquele que só pensa em si irá perceber que a quantidade de pessoas que necessitam de ajuda é bem maior do que aquelas que estão com uma vida estável e não precisam se preocupar com problemas porque não possuem dificuldades para resolvê-los devido a sua posição social privilegiada. A população que é consciente e percebe essas diferenças em nossa sociedade, tenta modificá-la, mas é muito difícil disso ocorrer porque as pessoas que possuem melhores condições para ajudar o próximo, não ajudam, pois tem medo de ficar pobre que nem a maior parte da população do mundo em que vivemos então com isso o nosso mundo vai continuar sendo aquela mesma hierarquia piramidal em que os privilegiados estão no topo e os necessitados na base.
ResponderExcluirVictor Huggo Nº10 T:1102
O texto retrata perfeitamente o nosso apego a tudo que é rotineiro. Nós temos preguiça de nos desfazer do que já estamos acostumados e de tentar coisas novas e não nos importamos com o quão degradante esse escolha seja para não apenas nós, mas para os que estão a nossa volta também.
ResponderExcluirO personagem ao se conformar com sua rotina, se conforma com um casamento infeliz, um trabalho infeliz e, acima de tudo, com o estado do mundo no qual vivemos. É da conformação, da falta de interesse que nasce o político corrupto e tantos outros males de nossa sociedade.
Beatriz - t:1102
Nada além do esperado, nada além da rotina, dos preguiçosos! Afinal, por que? E me pergunto, quem no mundo mudaria o certo, o dinheiro "fácil" e garantido, a cama gostosa de todas as noites, a comida na mesa todos os dias, por algo inusitado, incerto e arriscado. Podendo perder tudo. O povo se consola, não arrisca, nem cobra seus direitos, e então está cômodo. Assim como a corrupção e tão cômodo quanto deixar com que tudo corra solto e se ajeite em um passe de mágica! Poucos mudariam, raros os que se importariam e heróis que foram sozinhos derrubar cada abuso do governo, cada injustiça social, se tornaram marcos históricos.
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