Em 2007, Estados Unidos, Inglaterra e Japão estavam no ranking dos países mais desenvolvidos. As economias mais bem sucedidas pertencem a países europeus e aos da América do Norte. As principais transnacionais do Globo têm como donos majoritários franceses, espanhóis, japoneses e norte-americanos.
Enquanto isso, africanos e latino- americanos têm grande parte da sua população abaixo do nível da pobreza. Até a Primeira Guerra Mundial, apenas dois países africanos eram independentes. A grande maioria era colônia de exploração de franceses, ingleses e portugueses. Explorados e exploradores ainda acentuam as exorbitantes disparidades socioeconômicas. As metrópoles enriqueceram a custa das colônias. Os países desenvolvidos enriquecem a custo dos países subdesenvolvidos.
A exploração proposta pelo mercantilismo deixou cicatrizes profundas. As colônias receberam um novo nome: países subdesenvolvidos. Mesmo com a independência, continuam sofrendo influência das antigas metrópoles. Hoje, chamados países desenvolvidos. A xenofobia corresponde à fobia ou medo de tudo aquilo que é estrangeiro, ou o que vem de fora. O que conhecemos é a xenofobia social, que é o preconceito econômico, racial ou cultural. A xenofobia é oriunda principalmente de países desenvolvidos. Uma vez que, nativos não querem disputar vagas com imigrantes e acreditam que esses diminuem a qualidade de vida de seu país, causando desemprego e criminalidade. Entretanto, a população dos países subdesenvolvidos migra para os países que lhes proporcionem uma melhora na qualidade de vida.
A mão-de-obra da população de países subdesenvolvidos é mais barata. Por isso, seja através de transnacionais ou empregando estrangeiros é, na maior parte das vezes, benéfico ser patrão dos povos de países subdesenvolvidos.
Sendo assim, a população dos países subdesenvolvidos “rouba” o emprego da população dos desenvolvidos . Logo, muitas vezes, são vítimas de violência, xingamento e tem suas casas queimadas. Tudo isso porque foram submetidos à desigualdade e tiveram que sair de seus países.
Tornam-se, então, clandestinos e continuam vivendo de forma precária. Muitas vezes, não têm nem documentação. Mas, assim como todos nós, querem apenas ser reconhecidos como seres humanos, inclusive quando são considerados estrangeiros. Por isso, imigrantes gritaram nas ruas de Barcelona: “Nenhum ser humano é ilegal!”.
Não cabe a ninguém julgar o sofrimento daqueles que têm que deixar o seu país de origem.
Não cabe a ninguém julgar aqueles que lutam para terem empregos em seu próprio país.
Mas, deveria ser dever de todos refletir.
Afinal, devemos lutar contra a xenofobia ou a favor da igualdade socioeconômica em toda a Terra?
Amanda Reis - T. 1103
Eu concordo plenamente com o seu ponto de vista Amanda , ainda mais por que são os países desenvolvidos que causam alguns dos problemas que a população deve combater. Alguns exemplos destes são a mão de obra escrava ou até mesmo não pagar o salário que o trabalhador merece somente pois é de um país pobre e já que isso ocorre, o trabalhador não consegue se alimentar pois comida é escassa e seu país está em crise. Na minha opinião devemos lutar contra a xenofobia pois são os problemas entre os habitantes locais e estrangeiros que causa grandes desigualdades sociais e a exclusão.
ResponderExcluirBruno Greco de Sousa turma 1102
É com grande tristeza que tenho que concordar com que a Amanda diz. Quem mandou e continua mandando no mundo são as antigas metrópoles, paises do primeiro mundo e mais conhecidos hoje como países subdesenvolvidos.Seus exploradores enriqueceram devido ao trabalho exacerbado e desumano dos explorados acarretando no enriquecimento do país de origem do explorador e deixando os explorados e seus paises cada vez mais pobres em todos os sentidos levando a um abismo socioeconômico (um exemplo são os altares das Igrejas de Portugal e como ficou a maioria dos mineradores no Brasil).Se pegarmos o mapa Mundi veremos que a maior parte da pobreza está no Hemisfério Sul no qual esses países foram sugados e as suas culturas quase extintas devido a esses serem colônias de exploração. Na visão mais cruel, devido a população desses países serem menos civilizados, serem bárbaros (visão eurocentrica da época e também de algumas pessoas hoje em dia) no qual eu discordo firmemente.Nós deveríamos exaltar mais a cultura latino-americana e a cultura africana, pois dessas devemos ter um enorme orgulho e devemos acabar com esse pensamento que não condiz com a realidade histórica.
ResponderExcluirRefletindo a sua pergunta, chego a seguinte constatação: devemos lutar contra a xenofobia e ser a favor da igualdade socioeconômica em toda a Terra, porque somos todos iguais e temos direito de nos expressarmos a favor do que é bom e principalmente ir contra o que é ruim.
Bruno Lara - 1102
Bruno Lara,
ResponderExcluirVocê fez-me lembrar de mais uma das contradições brasileiras.
Aqui no Brasil, os portugueses, primeiramente, escravizaram índios. Abusaram do poderio bélico, também, contra os africanos.
Povos que sofreram com a barbárie metropolitana. Povos que tiveram suas culturas sufocadas, já que eram catequizados pela Igreja. Entretanto, hoje temos um país “laico” que valoriza a Igreja em sua moeda.
Logo, valorizamos a cultura de um povo, que para tornar-se e manter-se rico, explorou e tirou a liberdade de africanos e índios.
A cultura brasileira nasceu da junção da cultura africana, indígena e portuguesa, principalmente. Porque reprimir a bela “sobrevivência” da “macumba”? Porque valorizar a Igreja, a qual foi cúmplice da coisificação negra e alimentou muitos dos preconceitos atuais? E o politeísmo tupi? Esse os portugueses, infelizmente, conseguiram calar....