Hoje, no Brasil, os crimes já se tornaram tão frequentes que alguns já os chamam de comuns. Violência urbana, tráfico, milícias, entre outros, já se encontram no dia a dia do brasileiro; mas, como tudo na vida, esses crimes também tem tanto suas causas quanto suas consequências. Não deveríamos pensar, como muitos fazem, que é normal assistir uma noticia que fala sobre um arrastão na Avenida Brasil; sobre um assalto a banco; sobre uma ação da polícia em favelas que resultou num tiroteio com muitos feridos e mortos. O que deveria acontecer é que nos mobilizemos contra a violência, seja a que vem da favela, seja a que vem da prefeitura, seja a que vem de uma fábrica.
"Qual será o motivo para todos esses problemas?" Essa é uma pergunta que todos sabemos as resposta. Nossos políticos cometem o pior crime possível, que mata aos poucos, sem que muitos percebam. Porém, mesmo assim, atinge a todos nós. Eles desviam o dinheiro de nossos impostos, e aquilo que deveria ir para um hospital vai para a renda do corrupto. A educação tornou-se tão fraca no Brasil, que uma grande parte dos estudantes não tem capacidade de passar para uma universidade sem a ajuda de um sistema de quotas. Isso se tentam entrar para alguma faculdade. Aqueles que conseguem desistem do curso antes de completá-lo. Sem capacidade, e algumas vezes até mesmo analfabetos, não encontram um emprego que possa sustentá-los. Com o tempo, essas pessoas sofrem, sentem fome, ficam doentes, não conseguem tratamento porque não tem dinheiro, o hospital público não tem infra estrutura para cuidar deles, que, com o tempo, morrem. Muitos perdem seus parentes para a milícia que invadiu sua comunidade, pelos traficantes que determinam as leis da favela, por uma bala perdida durante um tiroteio entre polícia e bandido. Mas tudo isso acontece sempre, porque um político corrupto que se recusou a dar àquela pessoa o que por direito era dela, esse é um dos mais hediondos crimes.
O que realmente deveríamos perguntar é: "Se sabemos a causa, porque não fazemos nada?". O brasileiro, assim como quase todas as populações, tem um problema que impede que reaja. Estamos acomodados. A classe média gasta muito de seu dinheiro para suprir o que lhe falta e assim, por ela própria conseguir reduzir seu sofrimento, acaba por não precisar mais se mexer e nada faz contra. Já os mais pobres, que não têm como acabar com suas demandas, são incentivados a nada fazer a respeito, pela alienação que as péssimas escolas e a mídia lhes provém. Há também o assistencialismo que, aparentemente, diminui as necessidades desses indivíduos, mas que por ouro lado nada adianta. Se continuarmos a negligenciar essas atitudes e não nos comovermos e nos mobilizarmos por um Brasil menos corrupto, a tendência é que essa violência e corrupção continuem se alastrando e levando com elas mais pobreza, mais miséria e mais deficiências.
Felipe Tadeu Cardoso Fallet - T. 1103
Concordo com você Tadeu, a violência está se tornando tão comum, que vemos nos jornais, nas manchetes, mortes cada vez mais estúpidas, mais agressivas, e lidamos com isso como se fosse algo comum. Friamente, pouco a pouco, estamos deixando de dar valor a vida, até o dia e que a vida perdida for a nossa, de um amigo, um parente...
ResponderExcluirLigamos violência a favela, primeiro pelo índice mortes alto, e que a mídia faz questão de exaltar mas pouco se fala, ou se pensa nos motivos que os levam a ela. Talvez porque tenham que se virar com os próprios métodos, já que o governo e a sociedade fazem questão de excluí-los e não dar-lhes oportunidades, ou porque estejam tão “doentes” quanto a própria sociedade. O que não é tratado pela mídia como violência, é o estupro que nos fazem os corruptos, que gastam um dinheiro público que poderia ser investido em saúde, educação, que evitaria o tipo de violência citado com o exemplo das favelas, que daria melhores condições de vida a essa população que vive as margens da classe média. Ao invés disso, gastam esse dinheiro para beneficio próprio, para encher o bolso das grandes corporações em troca de favores ou para investir em construções para deixar os turistas confortáveis para a copa de 2014.
E como você disse, se a classe média não acordar, sair da sua zona de conforto, se os mais pobres continuarem sendo pressionados a calarem, não tendo acesso a informação e educação de qualidade, a desigualdade social continuará a crescer, e com ela, a violência, que estará cada vez mais presente em nossa rotina.
Ana Costa 1103
Concordo plenamente. Agimos de forma tão natural ao nos depararmos com uma notícia trágica que acabamos nos acomodando. Acomodação essa que nos leva à omissão, que deixa na impunidade tantos criminosos, seja de terno e gravata ou não. Temos que nos conscientizar que para mudarmos realmente a situação em que vivemos devemos, de fato, agir e nos organizar.
ResponderExcluirGostei muito do texto Tadeu :)
ResponderExcluirDurante a história a classe média vem sendo mobilizadora social, mas hoje se submete a teias relacionais e essa nova "cidadania" mata aos poucos o nosso povo. A mídia que fala tanto da violência gerada pelo tráfico, pouco mostra os famintos de comida do nosso sertão, os famintos de saber nas nossas escolas e os famintos de justiça na favela, no sertão e nos asfaltos. A mídia aumenta a desesperança, faz com que nos sintamos pequenos e oprimidos pela sociedade. Mas... Nós não somos a sociedade? A maioria submetendo-se a minoria .... Aquela mesma história contada "No caminho com Maiakóvski"... Vamos mudar o roteiro? Tentar aproximar utopia e realidade. Tentar acabar com as formas de violência seja ela física, mental ou moral.
Amanda Reis – Turma:1103
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Nós estamos sempre tão acostumados, como o Tadeu mesmo disse, que finjimos que não vemos o que acontece com o nosso país.Mas isso só acontece porque nós somos a classe média, porque nossos familiares e amigos não estão morrendo porque não tem médico ou maca no hospital .
ResponderExcluirCom todos os impostos que pagamos dava para comprar infinitas macas, pagar infinitos médicos, mas a corrupção é maior.Os corruptos fazem o mesmo que a gente, eles estão indiferentes a situação pelo mesmo motivo que nós: Não são os familiares nem amigos deles que sofrem as maiores consequências!
A solução para tudo é o amor! Porque quem ama cuida! Vamos tentar nos colocar no lugar dessas pessoas ?
Bianca Ponte- Turma:1103
É verdade... A pobreza e a violência estão intimamente ligadas e já se tornaram tão presentes em nosso cotidiano que acabamos esquecendo os impactos que ambas geram em nossa sociedade. Nós nos acostumamos a viver na desigualdade, provavelmente por não sofrermos as conseqüências de um Brasil sem infra-estrutura para sustentar de forma mais igualitária sua população. Afinal, nós podemos nos dar ao luxo de estudar numa escola privada de qualidade,mas e quanto aos milhões de jovens que não tem essa mesma sorte?
ResponderExcluirBruna Lyrio 1103
Quando ligo a televisão em casa, tenho a sensação que estou assistindo à uma aula de corrupção e violência. Aposto que todo cidadão brasileiro consegue explicar pelo menos um esquema de desvio de dinheiro estatal para fins privados. Algo tão normal, acaba não sendo encarado da devida maneira e se torna normal e diário em nossas vidas. Somente quando a população enxergar a corrupção como o crime hediondo que teremos mudanças em nosso país.
ResponderExcluirRafael Fetter t:1103